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Como entender o livre-arbítrio à luz da bíblia? Após o pecado de Adão e Eva, todos passamos a ter uma semente maligna de satanás vejamos: “Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gênesis 3:14,15
“Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.” 1ª joão 3:12

“Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré.”Judas 11

Veja que Caim representa a semente maligna, porém mesmo sendo a semente maligna ele, poderia usar o livre-arbítrio para mudar sua condição ele poderia escolher seguir ou não aquela “sina” veja:

“E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.” Gênesis 4:6,7

Viram...(?!!!!!!) Tudo dependia de sua escolha, o desejo estava diante dele, a ele cabia domina-lo.


Mais glória a Deus por 1ª João 3:8:

“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.”

É isso. Jesus Veio desfazer as obras do diabo.


Passamos a explicação então O Livre Arbítrio, fique conosco até o fim deste estudo:

Livre Arbítrio = Autodeterminação (ações autocausadas)
(Livre escolha; Livre Decisão)

Esclarecendo predestinação:

Predestinação significa, geralmente, uma preordenação para um determinado fim.

Em sentido teológico, o termo é utilizado para definir a ordem concebida por Deus para conduzir a criatura racional ao fim sobrenatural, que é a vida eterna.

Certamente, o termo “predestinação”, para muitos está associado à doutrina calvinista da dupla predestinação, o que não deixa de ser verdadeiro, na medida em que esta corresponde à predestinação no seu sentido mais genérico.

Para muitos cristãos, a graça e o livre-arbítrio cooperam entre si (sinergismo). Mas há aqueles que advogam que predestinação e livre arbítrio não se excluem, nem é o decreto de Deus incompatível com a liberdade humana.

A Bíblia fala de predestinação, mas não nos moldes em que esta seria concebida por Calvino.

A predestinação para a vida eterna está afirmada em várias passagens como Mt 25.34; Jo 6.37; At 13.48; Rm 8.29,30; Ef 1.4-5,11. Algumas passagens parecem sugerir uma predestinação negativa, como Rm 9.22, mas é só aparência, e, se esse texto fala de “vasos da ira”, devemos considerar que até os eleitos já estiveram contados entre os “filhos da ira” (Ef 2.3
Difícil é encontrar um equilíbrio entre dois sistemas que preconizam:

De acordo com Agostinho, a graça concorre para o livre-arbítrio, porque é de Deus a iniciativa de nos salvar.

Entretanto, por mais que apelem para Agostinho os que negam a universalidade da graça, jamais poderão apagar das Escrituras os textos categóricos onde Deus demonstra o Seu amor por toda a humanidade e o Seu desejo de que nenhum dos pequeninos que hoje nasce em qualquer um dos quatro cantos do mundo se perca (Mt 18.1-14).

Passagens como estas me fazem crer que Deus não rejeitará mesmo as crianças que morrem no ventre materno ou recém-nascidas, ou ainda pequeninas, antes do uso da razão.

É verdade que a liberdade humana precisa do concurso da graça (Agostinho) e que Deus distribui os Seus dons com soberana independência (Mt 25.14-30), inclusive predestinando à vida eterna. Mas estes livres favores de Deus entendem-se com a salvaguarda do princípio superior de que Ele quer a salvação de todos e de que para isso Ele lhes concede todos os meios.
Engana-se quem não atribui a esta questão a importância devida.

Predestinação e Livre Arbítrio

Certa vez Predestinação disse a Livre Arbítrio: -Vai pregar em Nínive.Mas Livre arbítrio resolveu que era melhor ir para Társis e não arriscar sua vida com gente que era muita má e acabaria sendo perdoada por Predestinação.

Predestinação então mandou uma tempestade sobre o Navio em que estava Livre Arbítrio, que foi atirado ao mar. Predestinação providenciou um grande peixe para apanhar Livre Arbítrio e deixá-lo pensar melhor sobre a ordem de Predestinação.

Depois de três dias pensando Livre Arbítrio decidiu que seria melhor obedecer a Predestinação e então foi vomitado pelo grande peixe em uma praia donde saiu para pregar aos habitantes de Nínive.

Predestinação ouviu o clamor de Nínive e resolveu não destruí-los, mas Livre Arbítrio ficou muito chateado com isso, então Predestinação mostrou-lhe que todo aquele que se arrepende e se chega a ELE recebe perdão e misericórdia e também que Predestinação dá muito valor ao ser humano e a uma qualidade que todos deveriam ter: OBEDIÊNCIA.

Conta-se que depois de muito tempo predestinação ficou zangado com uma cidade cheia de livre arbítrios que antes se converteram a predestinação, inclusive seu rei, mas agora estavam vivendo na idolatria e na violência, então predestinação os destruiu a todos e varreu sua cidade da face do mapa. O nome dessa cidade era Nínive.

o homem tem a livre escolha de ser justo ou perverso, bom ou mau, etc.

Isto não contrasta com o fato de que tudo no mundo está em conformidade com a vontade de Deus, pois, da mesma forma que Deus quis que o Sol nascesse no leste e se pusesse no Oeste, que cada planta nascesse no momento certo etc.,

Ele também desejou que cada homem tivesse o livre arbítrio e que seus atos seguissem apenas sua vontade, para o bem ou para o mal.

O intelecto humano consegue captar tão-somente aquilo a que estamos acostumados. Porém, a sabedoria Divina é ilimitada, sendo –lhe possível, ao mesmo tempo, conhecer o futuro em detalhes e, pó outro lado, dar o total e completo livre arbítrio ao homem.

Um exemplo para entender esta idéia: se alguém conhece os fatos do passado, se conhecimento não faz com que fatos ocorram; pelo contrario, sabe algo porque aquilo realmente ocorreu.

Seu conhecimento é uma conseqüência, não uma causa.

Para Deus, para Quem passado, presente e futuro ocorrem ao mesmo tempo (pois Ele não está limitado pelo tempo e espaço), Seu prévio conhecimento é como o nosso conhecimento do passado.

O Cristão não possui destino, ele vive dentro do propósito de Deus e é guardado e guiado pelo Espírito Santo (Rm 8:14). Para ele não há fatalismo nem determinismo.

“Fatalismo: doutrina segundo a qual os acontecimentos são fixados com antecedência pelo destino. Atitude moral ou intelectual segundo a qual tudo acontece porque tem de acontecer, sem que nada possa modificar o rumo dos acontecimentos”.

“Determinismo: Principio segundo o qual tudo no universo até mesmo a vontade humana, está submetida a leis necessárias e imutáveis, de tal forma que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela natureza e os sentimento de liberdade não passa de ilusão subjetiva. (que só existe na mente do individuo)”.

Pode-se afirmar que Deus deseja a salvação de uns e não de outros?

O mesmo ordenou que Seu Evangelho fosse pregado a toda criatura (Mc 16.15,16). Quem cresse e fosse batizado seria salvo, quem não cresse seria condenado. É, portanto, diante da Palavra pregada, que o homem não deixa de exercitar o seu livre-arbítrio. Não é preciso grandes raciocínios para inferir que, se as concepções fatalistas fossem levadas à risca, não haveria nem a necessidade de se pregar o Evangelho.

Em sua condição primitiva, conforme ele saiu das mãos de seu criador, o homem foi dotado de tal porção de conhecimento, santidade e poder, que o capacitou a entender, avaliar, considerar, desejar, e executar o bem verdadeiro, de acordo com o mandamento a ele entregue.

Todavia nenhum destes atos ele poderia fazer, exceto através da assistência da Graça Divina. Mas em seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de e por si mesmo, pensar, desejar, ou fazer aquilo que é realmente bom; mas é necessário que ele seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade, e em todos os seus poderes, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser capacitado corretamente a entender, avaliar, considerar, desejar, e executar o que quer que seja verdadeiramente bom.

Quando ele é feito participante desta regeneração ou renovação, eu considero que, visto que ele está liberto do pecado, ele é capaz de pensar, desejar e fazer aquilo que é bom, todavia não sem a ajuda contínua da Graça Divina.

A verdade é que a salvação não é um fato consumado enquanto se caminha nesta terra. A salvação só se consuma com a morte, pois a salvação eterna é dada somente àqueles que perseveram: “Quem perseverar até o fim SERÁ SALVO” (Mt 10.22; 24.13; Mc 13.13).

Podemos e devemos ter certeza de que estamos em estado de graça, ou seja, debaixo da graça salvadora de Cristo (1Jo 3.14,19), mas só podemos nos considerar realmente salvos na hora da morte (1Co 9.27; 10.12; Fp 3.11-14; 1Pe 1.5,9). Que sentido teriam as palavras de Paulo em Gl 5.4 se a certeza de salvação fosse tal que, ao crente, não fosse possível “cair da graça”? Diante disso, qualquer discussão a respeito se o crente perde ou não a salvação, não tem muito sentido. Através da “metanoia” (arrependimento, conversão), nos tornamos filhos de Deus (Jo 1.12; Rm 8.16), nos colocamos debaixo da graça salvífica de Deus, mas isso não é garantia de salvação eterna.

Quanto ao fato do crente vir a pecar gravemente e perder esse estado de graça, inclusive permanentemente, o texto de Hb 10.26-29 é bem claro a esse respeito. Cf. 1Jo 5.16,17.

Visto que a Bíblia dá indícios de que Deus fala ao homem de diversas formas, através da natureza, bem como através da própria consciência, esses meios, todavia, não são comparáveis à própria pregação do Evangelho, pela qual Deus deseja salvar todos os homens.

Se Deus deseja a salvação de todos, então por que não salva todos?

Nada de mal há em que se veja Deus como o autor de todo bem, como fez Agostinho, ou ainda como Ato Puro, causa primeira ou “Primum Mobile” (primeiro motor imóvel do universo), como fez Tomás de Aquino (Mt 10.29,30), mas não se pode excluir o desejo divino de que toda a humanidade fosse redimida pelo sangue derramado pelo seu Salvador na cruz do Calvário, como fazem os seguidores de Calvino.

Nisto distinguimos a Sua vontade da Sua permissão.

Por tudo estar sujeito ao Seu controle, ao Seu “agir” ou à Sua permissão, a vontade de Deus sempre será feita.

Nada é possível sem que Ele o permita, o que nos leva a proclamar que Deus é absolutamente soberano.

Mas também é vontade de Deus que ninguém se perca (2Pe 3.9) e, se oramos pedindo que “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10), devemos orar pela conversão de todos os homens.

Deus tem ainda a Sua vontade separada de Sua permissão e que não podemos, à semelhança de Calvino, confundir com Sua permissão, embora permissão envolva vontade de permitir, mas isso se explica pelo fato de não querer Deus que o homem seja um autômato, porque Deus nunca há de querer o mal, a não ser por um justo juízo, e só permitirá o mal, porque tem recursos, através de Sua sabedoria e poder infinitos, para fazer o mal se tornar num bem maior ainda (Gn 45.5-8; Jo 13.7).

Como podemos saber se Deus desejou, de fato, algum mal, por exemplo, a queda, para poder revertê-lo num bem infinitamente maior, como a redenção? A Bíblia ensina que “Deus encerrou todos na desobediência para a todos fazer misericórdia” (Rm 11.32), o que indica que Deus provê ordenadamente o bem universal, ainda que, para isso, seja necessário, o sacrifício do bem particular.

Neste caso, o mal não seria absoluto, mas apenas acidental.

“Deus encerrou todos na desobediência para a todos fazer misericórdia.

Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos!
Quem, com efeito, conheceu o pensamento do Senhor?
Ou quem primeiro lhe fez o dom, para que receber em troca?
Porque tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória pelos séculos. Amém.” (Rm 11.32-36)

Todavia, o mal não está nem na intenção nem na idéia de Deus, que o conhece por meio do bem, do qual é privação.

O mal não pode ser causado, a não ser por acidente. Por isso mesmo, o mal, tanto físico, quanto moral, que é o pecado, vem todo das limitações de Suas criaturas, que são deficientes no seu obrar, por serem limitadas em seu ser. Atentemos, portanto, com sabedoria para as palavras do Apóstolo e não as interpretemos de modo a pensar que Deus foi, de fato, o responsável pela desgraça que se abateu sobre a espécie humana.

Deus se utiliza até do mal, mas não causa o mal, a não ser indiretamente (por permissão e através das suas criaturas).

Deus não “produz”, Ele próprio, o mal (Tg 1.13-15), e não induz ao mal, a não ser, como disse Santo Agostinho, por um justo juízo (Is 63.17; Rm 1.28; Ap 17.17), o que, na verdade, não podemos chamar de “mal”. Como Deus há de querer o mal se a própria Bíblia diz que Ele não tem prazer na morte de ninguém (Ez 18.32)? Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 18.23; 33.11).

Deus também não teve prazer na queda do homem, apesar de ter feito um bom uso dela, pois isso significaria ter prazer na morte espiritual do homem. Deus, no caso, se utiliza do mal “produzido” pelos seres que criou, para produzir o bem, da mesma forma como esses seres se utilizam do livre-arbítrio que Deus lhes concede, para “produzir” o mal (Gn 50.20).

Autômato = individuo de comportamento maquinal executando tarefa ou seguindo ordens como destituído de consciência, raciocinio, vontade ou espontaneidade.

Deus criou um ser capaz de pecar, mesmo sabendo que ele pecaria, é porque não foi Seu desejo criar um autômato.

Ao mesmo tempo, o bom Deus, em Sua onipotência, tinha meios de transformar o seu mal em bem e de reduzir a Si próprio todas as coisas criadas como fim supremo delas. Por outro lado, havia todos os meios necessários para que o pecado nunca entrasse no mundo, pois Deus dotou as Suas criaturas, os anjos e o homem feito à Sua imagem e semelhança, de “posse peccare” e “posse non peccare”.

Deus não criou o mal, porque o mal não existe como “substância”, o mal é tão-somente carência de bem, Deus sabe fazer bom uso de nossos pecados e falhas, pois em Sua sabedoria, sabe tornar o nosso mal em bem, ainda que seja para glória de Sua justiça. Todo mal produzido no mundo, no coração dos anjos e também dos homens, ocorre sem que seja expressão da vontade da Criador. No entanto, Deus previu o mal, previu a rebelião de Satã e seus anjos e a queda do homem, e esse mal não repugna a Providência, pois Deus provê o bem universal, o que, a miúdo, pode exigir o sacrifício do bem particular.

Não se deve, no entanto, acusar Deus de ter feito do livre-arbítrio um instrumento próprio para que o pecado viesse ao mundo, pois não deixou de dotá-los todos de todos os meios necessários para que não pecassem.

Deus, enquanto causa primeira não causada, permite a existência de causas secundárias (ou contingentes), inclusive aceitando sua livre cooperação e fazendo uso desta em seu plano eterno (Is 54.16; 2Co 6.1). Podemos ver isso muito claramente na narrativa de 1Re 22.19-23, onde Deus ordena a um espírito que minta ao rei Acab, usando a boca dos profetas, para induzi-lo à morte. É nesse sentido que até a morte de Cristo estava “predeterminada”, conforme At 4.26-28.

Deus é, acima de qualquer teoria, e sempre será ONIPOTENTE, ONIPRESENTE, ONISCIENTE E ETERNO.

“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas.” (Is 45.7)

Devemos, em primeiro lugar, levar em consideração que isso está escrito em linguagem poética.

Obviamente, este mal (hebr. ra‘) não se refere ao mal moral (= pecado), em relação ao qual Deus não tem nenhuma causalidade, apenas na razão em que o permitiu.

Trata-se, antes de tudo, do mal advindo da justiça divina, e tem por função manter o equilíbrio, consoante à lei eterna, pela qual age o próprio Deus. Este mal aparente, na realidade é bem, embora inclua aquilo que, para os homens, surge como mal: desgraça, punição, infortúnios, dificuldades, coisas que sobrevêm aos homens por causa do pecado.

“O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal.”

Este versículo apenas nos apresenta Deus como “Primum Mobile” ou “primeiro motor”. A tese de que Ele criou homens para o mal é desmentida pela própria Bíblia, que diz que “Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios” (Ec 7.29).

Certamente, esse dia do mal é o dia da justiça divina. Não é o mal inicial, mas o mal aparente resultante da justiça divina, e que é, na verdade bem.

Deus criou o ímpio. “Para o dia do mal” é o fim predeterminado por Ele para quem pratica a injustiça. O objetivo dessas palavras não é, portanto, dizer que Deus cria homens para o mal, mas sim que o mal é o fim daqueles que se enveredam por caminhos tortuosos.

Com respeito à afirmação de que Deus é Deus e, se criou, pode fazer o que quiser com suas criaturas, sim, concordo. Ele pode fazer o que quiser conosco, mas daí a dizer que é a Sua vontade condenar quem quer que seja, há muita diferença (Ez 18.32). Poderíamos ter sido criados por um deus mau, mas não fomos. Fomos criados por um Deus de infinita bondade, um Pai amoroso (Mt 7.11) . Poderia Ele ordenar o mal, mas não pode entrar em contradição consigo mesmo, não pode negar-se, como diz a Escritura (2Tm 2.13).

O mal só pode-se dizer que foi criado por Deus na medida em que resulta das deficiências (limitações) de Suas criaturas, ou seja, indiretamente. Ainda assim, Deus criou o homem livre e responsável, e deu-lhe poder sobre a criação (Gn 1.28).

O que é providencia Divina?

Ainda dentro deste assunto, cabe a nós também aqui dar um perfeito entendimento do que seja a Providência.

A Bíblia afirma peremptoriamente que Deus é Aquele que planeja e executa todas as coisas (2Re 19.25; Sl 139.16; Pv 16.33; 20.24; Is 14.24; 22.11; 26.12; 37.26; At 17.26,28,31).

Crer na Divina Providência é de fato crer que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28), mesmo que seja o mal (Gn 45.5.8; 50.20; Jo 13.7), pois nem mesmo o mal ocorre fora da vontade de Deus (Pv 16.4; Is 45.7; Am 3.6; Mt 10.29,30).

Mas Deus não tem causalidade direta quanto ao pecado, nem quer o pecado, e é verdadeira impiedade se pensar assim (Ec 7.29; Rm 2.3,4; Tg 1.13; 1Jo 1.5).

Deus, em sua sabedoria, sabe usar os ímpios para fornecer salvação ao seu povo. Assim foi com Ciro (Is 44.28; 45.1), assim foi com o rei Xerxes ou Assuero (Et 4.14) e, porque não dizer, assim foi com Pilatos? A morte de Cristo nos trouxe a redenção:

“Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?
Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? ” (Mt 26.53,54)

Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! (Lc 22.22)

“Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram- se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.
Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel;
para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse.” (At 4.26-28)

e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou,
para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes,
segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor (Ef 3.9-11)

A oração que está descrita no livro dos Atos dos Apóstolos (At 4.26-28) nos indicam claramente que as ações humanas fazem parte do plano de Deus, ou seja, não aconteceriam se Deus não provesse (concurso divino), mas não no sentido que Deus possa, na realidade, tornar os homens transgressores e pecadores, induzindo-os ao pecado.

O mal não é causado por Deus, a não ser em razão de que resulta das limitações de Suas criaturas. Ele, pleno conhecedor de tudo e de todos, conhece de antemão todas as possibilidades. Nada escapa à sua Onisciência.

Através desse conhecimento completo, Ele pode traçar um plano para a humanidade, enviar Seu Filho para morrer e salvar a muitos (At 2.23).

Desta forma, Deus monitora as ações humanas para o fim que não é outro senão Ele próprio, conforme está registrado em Rm 11.36: “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas”, e em Cl 1.16: “porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.

Desta forma, a morte de Cristo faz parte de um plano eterno, traçado pela Providência divina, no qual Ele faz que do mal (a queda) resulte um bem ainda maior (a redenção). Se Ele permite o pecado, não significa que induza ninguém a pecar, porque as Escrituras dizem que “Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas” (1Jo 1.5).

A questão da predestinação divina é um mistério insondável. Por sua vez, é totalmente absurdo crer que Deus não tenha dotado o homem de livre-arbítrio no que tange à salvação (Tg 4.8).

Por causa do pecado de Adão, que passou à sua descendência, esse livre-arbítrio está, todavia, corrompido e inclinado para o mal, de tal forma que o homem não pode crer em Deus por sua própria vontade, nem fazer obras dignas de arrependimento, sem que a graça de Deus o previna.

A graça de Deus, contudo, não é irresistível, como muitos têm ensinado (At 7.51).

O pecado contra o Espírito Santo (Mt 12.31) parece consistir exatamente em se resistir à graça de Deus.

Além disso, nenhum homem nasce predestinado à perdição. Nem se perde por falta de graça suficiente, mas por falta de correspondência da criatura.

Alguns podem questionar como pode haver uma predestinação para a vida eterna, sem que haja, em contrapartida, uma predestinação para o inferno.

Quanto a isso, temos Mt 25.34 e Mt 25.41. As Escrituras nos ensinam que o Reino dos Céus está preparado para ser dado como herança aos santos desde a fundação do mundo (Mt 25.34), ao passo que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41), pelo mal uso que estes fizeram do seu livre-arbítrio.

A escolha de uma pessoa, não significa a rejeição de outras.

A escolha de Israel não significou a rejeição dos gentios: “porquanto o Senhor dos Exércitos os tem abençoado, dizendo: Bem-aventurado seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança” (Is 19.25). Ao escolher Israel, Deus desejava que, por seu intermédio, outras nações pudessem ser participantes de Sua graça (Gn 18.18; 22.18; Is 52.10; 60.3; Rm 10.20).

Deus não decreta ativamente a perdição de ninguém, ao contrário, permite.

O Senhor Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 18.23; 33.11 Há, na Bíblia, outrossim, os exemplos de indivíduos que Deus chamou desde o ventre (como é o caso de Jr 1.5; Lc 1.13-17), mas isso não quer dizer que tais chamados sejam para a salvação, ou que não estejam, por sua vez, relacionados com o livre-arbítrio dos escolhidos.

Há também as criancinhas inocentes que morrem sem saber a distinção entre o bem e o mal, portanto sem condições de exercer a fé.

Mas, mesmo para os inocentes mortos, não se pode dizer que estejam predestinados independentemente do corpo místico de Cristo Pode ser, também, que a vontade e a soberania de Deus em predestinar seus eleitos seja misteriosamente concordante com o nosso livre-arbítrio. Em todo caso, Deus não escolhe à revelia do próprio homem.

A lógica da sinergia está no mandamento de Deus, que “...não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At 17.30).

Note que expressão usada aqui é “todos os homens, e em todo o lugar”, não se pode entender isto senão no sentido de que são todos os homens e mulheres espalhados pelos quatro cantos da Terra.

Pois bem, uma chamada divina universal seria um absurdo se todos os homens não pudessem corresponder ao propósito da graça de Deus. Como se poderia pensar que Deus ordena aos homens uma coisa que lhes é impossível obedecer? Bem pelo contrário disso, Deus é o Salvador, que ama o mundo inteiro (Jo 3.16) e que proveu meios de salvação para todos, contanto que se deixem salvar (Jo 3.16,17; 1Tm 2.4; Tt 2.11; 1 Jo 2.2).

Tal perspectiva de maneira nenhuma se opõe ao fato de que a fé é um dom de Deus (Ef 2.8) e de que nenhum arrependimento é possível sem o concurso prévio da graça divina. Em razão disso, Cristo é verdadeiramente “o autor e consumador da nossa fé” (Hb 12.2). A fé tem, segundo a Bíblia, uma origem sobrenatural.

Deus elege os seus santos segundo a Sua presciência (1Pe 1.2), e conhece de antemão as escolhas que nós mesmos faremos (Rm 8.28-30), visto que até a nossa liberdade de escolha provém d’Ele, é uma liberdade doada por Ele.

Desta forma, a vontade e a soberania de Deus não anulam o livre-arbítrio do homem.

Gostaria de encerrar este esclarecimento sobre livre arbítrio com um texto ótimo que circula a internet sobre “A Origem do Mal”:

O mal existe?

Um professor Universitário desafiou seus alunos com esta pergunta:

“Deus criou tudo que existe ?”

Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!

- Deus fez tudo, mesmo ?

- Sim, professor - respondeu o jovem.

O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.

O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.

Outro estudante levantou sua mão e disse:

- Posso lhe fazer uma pergunta, professor ?
- Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe ?

- Mas que pergunta é essa ? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio ?

O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o
que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou
objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.

- E a escuridão, existe ? - continuou o estudante.

O professor respondeu:

- Mas é claro que sim.

O estudante respondeu:

- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz.

Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.

Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço ? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo ? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:

- Diga, professor, o mal existe ?

Ele respondeu:

- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.

Então o estudante respondeu:

- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é
simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal.

Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações.

É como o frio que surge quando não há calor,
ou a escuridão que acontece quando não há luz.

Então o professor depois de balançar a cabeça ficou calado.

O nome do jovem era...

ALBERT EINSTEIN

A isto alguém retrucou: “Não pode haver ausência de um ser onipresente”.

Ao que eu (Prof. Rodrigo) respondi: Pode sim porque Deus é também Onipotente (pode tudo), e nos ama, ao ponto, de respeitar nosso direito de escolha (Livre-Arbítrio) vejam:

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Apocalipse 3:20

Autor:  Rodrigo M. de Oliveira


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