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| Judeu messiânico fala de Cristo em Jerusalém |
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“Se sua vida é seca como um deserto, sem paz, sem alegria, há uma esperança, há um caminho". O turista brasileiro que vir um panfleto como este colado em um dos pontos de ônibus de Jerusalém, em Israel, pode louvar a Deus.
O número do celular anexado ao panfleto pertence ao judeu messiânico Mordechai Najmanovich, sua esposa, Sarah Behar e a filha Soraya. Há dois anos, a família decidiu sair do Brasil e dedicar suas vidas a evangelizar judeus e muçulmanos daquela região. A decisão de Mordechai - conhecido por rabino Mário no Brasil - é radical, sobretudo em razão da estratégia de evangelização aberta que escolheram. Em Israel, é proibido evangelizar pessoas por meio de folhetos. O rabino Mário diz não temer represálias. "Fui chamado por Deus para isso e é o que farei". Ele conta seu chamamento: no início de 98, estava pastoreando a congregação israelita da Igreja Batista da Liberdade, em São Paulo quando ouviu o Espírito Santo. —Na época, a lei contra proselitismo religioso estava para ser aprovada pelo parlamento israelita. Ela inibia as pregações publicas e fora até apelidada 'lei anti-missionária'. No dia em que a lei foi aprovada em segunda instância, eu fui ao culto e estava pregando normalmente, em São Paulo, quando ouvi Deus falando comigo. "Agora que esta lei está sendo aprovada você deve ir para Israel pregar o evangelho". Parecia um absurdo que era mesmo Deus quem estava dizendo aquilo. Era como uma sentença de morte. Mas o rabino Mário afirma que conhece bem a voz do seu pastor. "Na hora em que ouvi a ordem, falei com a congregação. Ali mesmo, deixei tudo e começamos a nos preparar para nos mudarmos a Israel". Logo em abril ele e a esposa viajaram para 'espiar a terra'. Voltaram com tudo acertado para a mudança, que aconteceu em 5 de agosto de 98. Viajaram em nome do Ministério Consoladores de Israel, o MCI. Como Mordechai já havia morado em Israel quando jovem - e ainda não convertido - entre 1973 e 1975, e já falava o hebraico com certa facilidade, não teve dificuldade para se adaptar à língua e à cultura - em cerca de 6 meses falava fluentemente a renascida língua hebraica. -No princípio foi relativamente fácil evangelizar as pessoas. Apenas dentro da escola ganhamos 5 delas para Jesus, uma brasileira e quatro russas. Mas sair para a rua era um problema, em razão da lei anti-missionária. "Ficamos meio paralisados e resolvemos fazer um jejum parcial de 40 dias". Najmanovich lembra que no último dia do jejum teve a idéia de afixar cartazes nos pontos de ônibus: escreveu os cartazes em quatro línguas (inglês, hebraico, português e espanhol), anotou várias vezes o número do seu celular e picotou-os ao redor. As pessoas interessadas apenas tinham o trabalho de destacar o número picotado, para fazer a ligação depois. Na primeira semana doze pessoas ligaram. Cinco delas marcaram entrevista pessoal. Todas se converteram, afirma Mordechai. E o número de convertidos continuou a crescer. Hoje, a congregação possui 18 convertidos. Enquanto Mordechai e Sara trabalham praticamente com os judeus, sua filha, Soraya Behar, de 26 anos, tem recebido graça especial para se relacionar com árabes e muçulmanos. Há ainda muitas dificuldades para que o povo judeu aceite a Cristo. O cristianismo é uma delas, lembra Mordechai. "Os judeus têm um grande trauma em relação aos cristãos porque os associam à igreja católica, que por sua vez foi responsável pela cruzadas, perseguições, terrorismo e tentativas de destruição do seu povo. Em razão desse trauma, para o judeu, a palavra missionário tem o mesmo significado da palavra terrorista. Por conta desse trauma, o judeu tem medo de que, ao se tornar cristão, esteja deixando de ser judeu para se tornar católico e isto significa trair seu próprio povo. Sempre é necessário muita sabedoria e paciência até que ele se abra ao espírito de Deus e compreenda todo o significado da cruz de Cristo. AS ÁGUAS SE MOVEM Nos últimos três anos os habitantes de Israel têm sido impactados por alguns acontecimentos de natureza espiritual. Veja dois deles: O conhecido e respeitado rabino Shalom Elisheva foi ao Muro das Lamentações e proclamou que Jesus é o Messias; O pregador norte-americano Morris Cerullo fez uma campanha nos Estados Unidos e enviou 1 milhão de exemplares do evangelho de João, pelos correios, à maioria dos habitantes de Jerusalém. Há notícias de centenas de conversões. Menos Talmude e mais Tanach O rabino Mordechai Najmanovich convida os cristãos a intercederem pelo povo judeu. Ele enfatiza três pedidos: Interceda para que Deus se manifeste aos rabinos ortodoxos, que são muito respeitados entre o povo judeu; interceda para que os rabinos troquem a leitura do Talmude, que é a interpretação rabínica do Velho Testamento pelo Tanach, que é o Velho testamento original. Pela interpretação que o Talmude faz da Lei, não é possível descobrir que Jesus é o Messias; Pessoas que sobem a Jerusalém devem ter a motivação de interceder nos lugares proféticos. Não só fazer turismo, mas interceder pelo povo judeu; O rabino também sugere que os cristãos evitem usar o quipá, o tradicional gorro judeu. "Em israel, apenas os judeus ultra-ortodoxos usam o quipá. Ao usá-lo, ele está sinalizando que faz parte da seita que não aceita a Jesus como Messias. Muitos usam o quipá por vaidade, sem saber seu real significado". |
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